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Se encantando pelo Mundo Agile

16 June 2015


Em meados de 2009 fui chamado para trabalhar em uma empresa que estava implantando o framework Scrum. A ideia era ajudar a melhorar a velocidade de entrega no processo de desenvolvimento de software e fazer com que o valor entregue ao cliente tivesse um retorno de investimento mais rápido.

Naquela época não tinha a menor ideia do que era desenvolvimento ágil de software e muito menos o que era Scrum. Como a maioria dos analistas funcionais, com dúvida, fui atrás de informações no Google e me deparei com uma corrente de informações vindas de diversas empresas. A maior parte delas eram Startups que falavam sobre a inovação na gestão de desenvolvimento de software.

Após pesquisas iniciais, resolvi participar de treinamentos e passei a entender um pouco mais o assunto, inicialmente com foco no Scrum. Logo, uma figura me chamou atenção: o Product Owner, pois era muito parecido com o papel que eu já exercia sendo analista funcional, a única diferença é que eu gerava documentações funcionais de 150, 200 paginas. (E na boa, tinha certeza que parte dos envolvidos no projeto dormiam na 5 pagina de leitura da documentação. Nessa empresa trabalhávamos com um processo de desenvolvimento de software em cascata).

Despertando o interesse no novo desafio

Nesta época a empresa custeou um curso para todos analistas, desenvolvedores, gerentes e analistas de testes para disseminar o conhecimento do Scrum.

Foi uma semana escutando, treinando, fazendo dinâmicas e repensando tudo que já havia aprendido sobre analise funcional afinal para mim a mudança de paradigma era gigantesca. Após o treinamento começamos a implantar a utilização do Scrum na empresa e sobrou pra mim o papel de Product Owner, o qual eu carreguei por 1 ano e meio no qual fui responsável junto com o time de desenvolvimento da concepção de alguns produtos para empresas do ramo de PBM (Pharmacy Benefit Management) e algumas Instituições Financeiras.

Mais se tinha um papel do qual me chamava à atenção no Scrum, era o de Scrum Monsters, apelido carinhoso que era dado pelos times mediantes ao ótimo engajamento dos SMs.

Ao vivenciar o processo, passei a apreciar o trabalho de liderança que eles desenvolviam junto a suas equipes. Os ScrumMasters balanceavam as forças entre os membros do time de uma maneira sutil, pois não eram os chefes dos desenvolvedores e muito menos dos POs (Product Owners). Na prática, eram membros do time como os outros.
Como todo iniciante em um time Scrum comecei a imaginar que a sigla SM tinha um significado muito maior, comecei a pensar coisas do tipo, “Esse cara pode tudo!”, “Ele é o Super Man, Capitão América, Batman, Homem Aranha (Rs).

Passei a estudar as metodologias ágeis mais a fundo e a participar de workshops para me tornar um ScrumMaster.

Primeiros desafios na nova posição

No final de 2011 fui convidado a ser ScrumMaster de um time que desenvolveria uma aplicação Web. Eu gostaria de dizer que foi tudo perfeito, mas a verdade é que a transição foi bem difícil. Como PO eu era muito seguro, já que eu tinha adquirido o conhecimento ao longo de anos na profissão como Analista Funcional.

Já no papel de ScrumMaster tudo era novo. Para um cara que fazia levantamento de requisitos, eu estava apreensivo. Os desafios eram equalizar as expectativas do PO e dos desenvolvedores, remover os impedimentos, conduzir as cerimônias e, o mais importante, liderar a equipe para obter sua confiança.

O primeiro erro foi usar o meu conhecimento de analise funcional e procurar a solução dos meus problemas no Google. Digitei “como conquistar confiança”, mas não encontrei nada útil em meio a uma infinidade de artigos. Você sabe por quê? Simples. Diferente das máquinas e sistemas que eu estava acostumado a lidar e, na maioria das vezes, obter o resultado esperado, o ser humano não é uma máquina binária.

Não existe uma receita de bolo para ganhar a confiança alheia ou para obter a liderança de um grupo. Este é um processo gradativo, em que suas atitudes contam muito mais do que seus discursos e sua postura frente aos problemas será o seu carro chefe. Dedicação, justiça e a valorização dos colegas devem estar embutidas em suas ações diárias e isso não se ensina em nenhuma escola, você só consegue aprender no dia a dia dos seus projetos.

Mas eu imagino que você deve estar se perguntando: e o conhecimento técnico/funcional não ajudou em nada? Claro que ajudou. Hoje eu vejo que a carreira com analise funcional me trouxe muita bagagem, facilitou o meu trabalho como ScrumMaster, deixando-me mais completo, também facilitou a comunicação com o time e as áreas técnicas envolvidas no processo.


Algumas dicas para sua transição

Se você é desenvolvedor, analista funcional, gerente de projetos ou analista de testes e deseja se tornar um ScrumMaster deixo as seguintes dicas:
  • Deixe a mente aberta para adotar novas formas de pensar e lidar com problemas.
  • Foco é muito importante. Não tente ficar entre sou um programador que faz gestão ou sou um gestor que sabe programar, pois, com certeza, você não fará bem nem uma coisa nem a outra.
  • Entenda que o mundo não é uma redoma binária, pelo menos para a atividade de ScrumMaster. Dedique-se ao time, converse mais, envolva-se com as demais áreas do projeto, pare para escutar e tente entender as pessoas. O resultado é importante, mas lembre-se de que você tem um time e seu trabalho é ajudá-los a chegar a esse resultado de maneira construtiva.


Opinions represent those of the author and not of Scrum Alliance. The sharing of member-contributed content on this site does not imply endorsement of specific Scrum methods or practices beyond those taught by Scrum Alliance Certified Trainers and Coaches.



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